Coisas pra se fazer no calor (Meme de 52 Semanas)

… Lay down, try not to cry, cry a lot. Mentira. Não, talvez não. Deus sabe como eu odeio o verão. Sou a primeira a comemorar quando ele acaba, mas quando ele começa…

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Enfim, não dá pra fazer uma lista shiny happy people de tudo que é legal de fazer no verão, porque eu definitivamente não sou dessas. As coisas que eu faço no verão são praticamente o contrário do que todo mundo faz. Por mim, ficava em casa, no ar condicionado, tomando Häagen-Dazs o dia inteiro. A gente pode sonhar, não pode?

1. Banho de cachoeira: se você tem alguma por perto, quero dizer. As pessoas normalmente gostam de ir a praia ou a piscina no calor, mas a exposição ao sol nesse tipo de atividade é garantia de um programa de índio pra mim. Gosto de cachoeiras porque é garantido de a água estar gelada e as árvores ao redor oferecem uma proteção pro sol forte.

2. Tomar sorvete: elementar, meu caro Watson. Pelo menos me parece que o gosto por sorvete é muito comum na minha família (eu, meu pai e minha avó somos capazes de tomar quantidades absurdas de nossos sorvetes favoritos), mas acho que é mais uma característica da população em geral. Tem como não amar esse alimento maravilhoso? Ainda mais num dia de verão? Ou qualquer dia at all?

3. Lavar mantas, cobertores, cortinas, tapetes, etc.: parece dica do Dr. Dráuzio Varela, mas não é. (Ou é?) Fato é que esses itens costumam ser pouco lavados, e por tendem a acumular muita poeira porque são de uso diário. Eu tenho muita rinite, então costumo aproveitar esses dias quentes e de sol pra lavar essas coisas. Tenho muita preguiça de fazer faxina (ou qualquer coisa de todo) no verão, então é bom saber que é a máquina de lavar roupas que vai fazer esse serviço por mim. O meu esforço se resume a ligar a máquina e pendurar no varal o que ela lavou. Duro, viu? No fim, o cheirinho de roupa lavada é a minha recompensa.

4. Banho de mangueira/Banho de chuva: coloquei as duas coisas no mesmo item porque ambos me lembram a mesma coisa: infância, férias escolares de verão na casa da minha avó. Na cidade em que ela morava costuma fazer bastante calor, mas sempre com uma brisa agradável e pelo menos todo ano no verão acontecia uma baita chuva! Nesses dias eu tomava banho de chuva no quintal. Também foi o fato de vovó morar em uma casa (eu sempre morei em apartamento) que me proporcionou vários banhos de mangueira nos dias escaldantes do Paraná. Saudades dela, saudades dessa época.

5. Rezar pra que o inverno chegue logo. ‘Nuff said.

Ironicamente, eu terminei essa lista num dia frio. 25º, Aleluia!

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De volta pro futuro

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Um dos temas da blogagem coletiva de março do Rotaroots (Sugestão da Paloma, inspirada pela TAG no blog Hypeness) era escrever uma carta pro seu eu de dez anos atrás. Logo decidi que não iria participar porque achei que o tema era uma porta aberta pra chororôs sobre traumas e desilusões, coisa que eu realmente não preciso.

Mas aí comecei a pensar sobre quem eu sou hoje e quem eu era há dez anos e, bem, me dei conta de que não mudei tanto assim.

Se eu escrevesse uma carta para a Ana de dez anos atrás, ficaria tentada a avisá-la sobre coisas que ainda estariam por acontecer, dar concelhos a ela sobre o que fazer, pra não dizer, efetivamente dizer a ela o que fazer. Contudo, se eu aprendi algo com os filmes de ficção científica é que tentar alterar o passado pode ter consequências catastróficas para o fluxo do tempo-espaço (valeu, Dr. Brown), ou, numa perspectiva um tanto mais otimista, realizar certas mudanças desejáveis no passado pode causar certas mudanças indesejadas também. Sinceramente, essa ideia não me agrada, porque, sendo completamente sincera e modesta, gosto da pessoa que eu sou, e não gostaria de mudar.

Isso porque a mini-eu, até 19/03/2004, já teria passado por algumas das experiências que mais “potencializaram” características da pessoa que eu iria me tornar. Pelo que li certa vez, a personalidade de uma pessoa se molda até mais ou menos os oito anos. As experiências pelas quais ela passa, até essa determinada idade, são cruciais pra formação do seu caráter. A partir dali ela já seria mais ou menos aquilo que vai ser pelo resto da vida. Acho que isso deve ser verdade em parte, mas não tiro o mérito da mini-eu. Se ela era independente em potência, foi depois dos eventos que se desenrolaram até mais ou menos essa época, dez anos atrás, que ela definitivamente se tornou uma pessoa mais independente e mais forte. Ela passou por coisas que nenhuma criança deveria ser obrigada a passar, o que a fortaleceu, fez o couro dela engrossar mais rápido e se hoje eu sou a pessoa forte e madura que sou, é porque aquela menininha de quase 12 anos foi capaz de aguentar a barra de ter a vidinha dela virada do avesso. A mini-eu de 11 anos era meio mimada e pseudo soberana de si, mas chegou aos 12 anos com um senso de independência, cuidado pelo próximo e uma solidariedade familiar pelas quais eu me orgulho muito.

Não se deixe enganar achando que estou muito satisfeita comigo mesma. As if. Teria sido bom ser mais magrinha, mais auto confiante, mais “popular” na adolescência. Na verdade, seria ótimo ter um pouco (muito!) mais de auto-confiança e auto-estima agora, e se eu não tenho, tenho a nítida sensação que a culpa também está nos acontecimentos do passado. Mas se as experiências moldam quem somos, meu passado fez de mim quem sou hoje, então não arrisco muda-lo, por que continuo caminhando. Um dia eu chego “lá”.

Se fosse possível que eu dissesse algumas palavras pra mini-eu de dez anos atrás sem causar uma ruptura no tempo-espaço, eu arriscaria diria algo como: “Estou orgulhosa do que conseguimos até agora. Agora vamos em frente”.

Eu nunca… (Meme de 52 Semanas)

1. Quebrei um osso: uma façanha realmente inacreditável, visto que vem da pessoa mais desajeitada do mundo. Esbarro em gente e tropeço na rua praticamente todos os dias, e já tomei tombos dignos das vídeocassetadas mais infames, mas jamais sequer torci um membro.

2. Aprendi a andar de bicicleta. Gosto de pensar que o fato de que sei nadar contrabalança essa inabilidade em questão. O fato é que, por força desse fenômeno bizarro da natureza no qual o chão exerce um poder sobrenatural de atração sobre mim, eu nunca ultrapassei a fase das rodinhas. O que ninguém sabe é que esse é o “eu nunca” do qual eu mais sinto falta…

3. Pratiquei um esporte. Digo isso porque nunca me aprimorei em qualquer esporte de modo a poder me considerar uma desportista. Já tentei todos os tradicionais aos quais todos (ou quase todos, espero eu) têm fácil acesso: vôlei, basquete, natação e até badminton. Só que acho que pra praticar você precisa saber praticar, o que eu nunca sequer cheguei a conseguir. Em todos os casos realizei pífias tentativas, sem nunca chegar a algo que possa ser categorizado como efetiva prática. Inteligência corporal-cinestésica, a gente não vê por aqui.

4. Aprendi a tocar flauta transversal. Essa aqui é puro recalque mesmo. Quando eu era mais nova, aprender a tocar essa flauta era meu sonho. Só que o flautista da igreja me gongou e falou pra minha mãe que antes de tocar flauta transversal, era melhor que eu aprendesse a tocar flauta doce pra depois fazer a transição mais facilmente. Resultado: aprendi a tocar a flauta doce, que, eu descobri na prática, não tem absolutamente nada a ver com a transversal se não pelo fato de que você tem que soprar o ar pra dentro do instrumento, o que faz com que a flauta transversal se assemelhe tanto à flauta doce quanto o trombone. Por esse motivo, mais de 14 anos se passaram sem que eu aprendesse a bendita. Eu sei que parece bobo e extremamente nerd, mas isso me dá uma raiva…

5. Li qualquer livro da série Harry Potter. PAH! Na cara da sociedade. Sou uma pessoa estranha e causo assombro nas pessoas. Não gosto de bolo, nem de chocolate, verdadeiramente detesto os Beatles e nunca li Harry Potter.

Boa noite, gente.

A saga das sobrancelhas

Se não for no seu cachorro/gato/periquito/etc, sobrancelhas super arqueadas não, tá?

Nem lembro mais quantos anos tinha quando depilei minhas sobrancelhas pela primeira vez, só sei que era nova. As sobrancelhas grossas que herdei de papai (assim como o resto do rosto) começou a me incomodar cedo, e pra ficar bonitinha, fui lá e fiz. Na cidade da minha avó. No verão. À pinça. Na base do sangue frio. Jesus como doeu.

Passei a fazer à cera, de tão traumatizada que fiquei com a pinça. (Ironicamente, hoje em dia ela é quase uma extensão das minhas mãos.) O hábito pegou e passei a fazer as sobrancelhas regularmente. Elas foram ficando gradativamente mais finas, ao passo em que e o preço foi ficando gradualmente mais caro, até que parei de fazer no salão. “Posso fazer isso sozinha”, pensei, sem sequer suspeitar a cagada que ia fazer. Passei a fazer as benditas em casa e por um tempo isso deu certo. Até que em uma tarde ociosa na casa da vovó, pinça e espelhinho em mãos, fui lá e esculhambei elas de vez. Desde então elas oscilam entre fazes de esculhambação total e quase correção, mas sempre finas e precárias.

Eu costumava achar que ter uma sobrancelha delineada dava mais expressão ao meu rosto, mas depois dos vinte e com a sabedoria de quem já aprendeu e viu muita coisa no ramo da estética, tive que me submeter à verdade absoluta de que rostos largos precisam de sobrancelhas mais volumosas. Desde então, esta sou eu, engajada em minha jornada épica de constrição e coceira. É quase como parar de roer as unhas, ou como abandonar qualquer mau hábito. Não posso nem começar a te descrever como é irritante ver aqueles tocos de pelinhos, tão obviamente fora do desenho atual, gritando, implorando pra que eu os puxe sem que eu possa fazê-lo. A moral da história: não fume, não roa as unhas, não depile demais as sobrancelhas ou adquira qualquer hábito que exija um enorme sacrifício pra abandonar. Conselho de amiga.

Coisas que me fazem ficar feliz (Meme de 52 Semanas)

Amora e o seu barrigão-delícia.

Amora e o seu barrigão-delícia.

1. Guida & Amora: estudos científicos apontam que os gatos fazem bem à saúde, mas eu nem preciso ler nenhum deles pra ter certeza de que o mais leve ronronar dessas duas faz mais por mim do que todos os antidepressivos do mundo juntos. Se esse fenômeno possui uma razão bioquímica de ser, não sei, só sei que desde que essas bigodudas entraram na minha vida, sou mais feliz, sem sombras de dúvida.

2. Abraços: ainda na linha do senso comum, certa vez li que os seres humanos necessitam de ao menos um abraço por dia pra sobreviver. Não sei se isso se aplica a todos seres humanos, mas é uma verdade absoluta na minha vida. Um abraço bem dado e capaz de mudar o rumo do meu dia.

3. Dias nublados e/ou frios: eu poderia citar um milhão de motivos pelos quais adoro esses dias e ainda assim não ser capaz de expressar toda a felicidade que eles me proporcionam. É um fenômeno em si inexplicável, ainda mais considerando que com 99,9% da população da minha cidade o efeito parece ser o inverso. Comemoro a chegada de frentes frias como um torcedor de futebol comemora um gol e posso afirmar categoricamente que sou mais feliz no inverno.

4. Novidades: esse provavelmente é o aspecto mais materialista da minha personalidade. Sempre fico muito feliz a respeito de novidades, sejam elas boas novas ou coisas novas, tanto compradas como ganhadas. Enquanto essas coisas conservam o aspecto de novo, fico toda felizinha a respeito delas. Depois que deixaram de ser novidade, já não me empolgam tanto. Não é algo de que me orgulhe.

5. Livrarias: e tudo que há dentro delas. Quem me conhece sabe que eu não tenho exatamente o que se pode chamar de personalidade resplandecente. Não estou sempre de mal humor, mas também não sou aquele tipo de pessoa dona de um bom humor fulgurante… até passar na porta de uma livraria. Acho que já dá pra ter uma ideia.

Nas palavras da querida Daniela, 52 Semanas é: tipo um meme gigante que leva 52 semanas, ou seja, um ano para ser respondido. Para cada semana, há uma pergunta que deve ser respondida com uma listinha de 5 itens.

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Recentemente assisti a Ela, filme de Spike Jonze. A sinopse oficial do filme não o favorece muito, mas na minha opinião vale muito a pena ser assistido, tanto pela beleza da sua fotografia, quanto dos cenários, como pelo enredo interessantíssimo.

“Em um futuro não muito distante, o escritor solitário Theodore (Phoenix) compra um novo sistema operacional desenhado para atender todas as suas necessidades. Para surpresa de Theodore, começa a se desenvolver uma relação romântica entre ele e o sistema operacional. Essa história de amor não convencional mistura ficção científica e romance em um doce conto que explora a natureza do amor e as formas como a tecnologia nos isola e nos conecta”

Ela é com certeza um dos filmes mais loucos e ao mesmo tempo sensíveis que já assisti. Independentemente das profundas ponderações que se possa fazer sobre o filme, pra mim, ele é marcante por ser justamente uma história de amor, e sobre a forma de amor mais pura que há. É sobre apaixonar-se pela essência, pelo que transcende a aparência e a forma física do outro, o que parece ser tão raro atualmente. Parece que, por vezes, buscamos no outro mais uma forma de realização pessoal (a aparência de mais nos atrai, o toque que melhor nos excita, quem vai nos fazer mais felizes dentro dos parâmetros que nós temos como ideais) do que o amor puro e simples, amar e ser amado, e com essa pessoa construir um relacionamento único e especial.

Amar o outro por quem é, e por como nos faz sentir, simplesmente amar. Sempre me identifiquei com a ideia de que aquilo que somos transcende a matéria, consubstanciada na frase “You don’t have a soul, you are a soul, you have a body” (cuja autoria é erroneamente atribuída a C.S. Lewis), e por esse motivo o filme me tocou tanto. Amar alguém pelo que esse alguém simplesmente é me parece ser a forma mais pura, mais sincera de amar, e, para mim, a essência do filme é essa. Achei simplesmente incrível que o diretor tenha sido capaz de criar um relacionamento assim e fazê-lo perfeitamente “crível”, ainda que a natureza desse relacionamento seja tão surreal (pelo menos ainda, certo?).

Enfim, se você é uma pessoa sensível, recomendo fortemente que você assista esse filme e seja absorvido por essa história fascinante, justamente por ser improvável. Agora, se você achou esse post uma grande besteira, melhor ir ver um filme do Stallone, que assim você aproveita melhor o seu tempo.

Meu antigo blog morreu.

Na verdade, eu quem o matou. Eu costumava pensar que não havia sentido em escrever, pois o meu blog era só mais um em um universo já saturado. Passava em branco, não tinha destaque, e eu sentia com frequência que estava escrevendo para as paredes.

Nunca serei uma blogueira famosa, isso nem passa pela minha cabeça. Atualmente parece que todo mundo está mais interessado em blogs cheios de fotos tiradas com câmeras semi-profissionais do que em ler um post cabeça, como alguns meus das antigas. Então, estou fadada ao anonimato. Nada contra, só não é muito provável que alguém veja nada disso por aqui. Não vou resenhar os produtos de beleza que recebi de presente de marcas, porque não recebo, nem espero receber jabá nenhum. Também não haverá fotos de look do dia, porque a seleção se jeans e blusas que eu uso diariamente não vai interessar ninguém. Seremos só eu e os meus textos.

Então, que ninguém leia. Não é por causa dos outros que vou voltar a escrever. Por favor, eventual leitor, não fique ofendido. Você é mais do que bem vindo. Mas é que nos últimos tempos eu senti uma vontade ardente de voltar a escrever, em manifestar essa parte de mim que me faz sentir especial e que há tempo demais está esquecida. Eu sempre gostei de escrever, sempre fui boa nisso e foi com um pesar profundo que eu me dei conta que um dos últimos textos “oficiais” que escrevi data de 2009. Só que parei de escrever por falta de “tempo”, por me sentir desmotivada, desvalorizada. Agora nada disso me importa mais. Vou me forçar a escrever, porque só agora me dei conta de como isso é importante pra mim. Mais do que isso, é parte de mim. A partir de agora, essa sou eu escrevendo pras paredes.