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Recentemente assisti a Ela, filme de Spike Jonze. A sinopse oficial do filme não o favorece muito, mas na minha opinião vale muito a pena ser assistido, tanto pela beleza da sua fotografia, quanto dos cenários, como pelo enredo interessantíssimo.

“Em um futuro não muito distante, o escritor solitário Theodore (Phoenix) compra um novo sistema operacional desenhado para atender todas as suas necessidades. Para surpresa de Theodore, começa a se desenvolver uma relação romântica entre ele e o sistema operacional. Essa história de amor não convencional mistura ficção científica e romance em um doce conto que explora a natureza do amor e as formas como a tecnologia nos isola e nos conecta”

Ela é com certeza um dos filmes mais loucos e ao mesmo tempo sensíveis que já assisti. Independentemente das profundas ponderações que se possa fazer sobre o filme, pra mim, ele é marcante por ser justamente uma história de amor, e sobre a forma de amor mais pura que há. É sobre apaixonar-se pela essência, pelo que transcende a aparência e a forma física do outro, o que parece ser tão raro atualmente. Parece que, por vezes, buscamos no outro mais uma forma de realização pessoal (a aparência de mais nos atrai, o toque que melhor nos excita, quem vai nos fazer mais felizes dentro dos parâmetros que nós temos como ideais) do que o amor puro e simples, amar e ser amado, e com essa pessoa construir um relacionamento único e especial.

Amar o outro por quem é, e por como nos faz sentir, simplesmente amar. Sempre me identifiquei com a ideia de que aquilo que somos transcende a matéria, consubstanciada na frase “You don’t have a soul, you are a soul, you have a body” (cuja autoria é erroneamente atribuída a C.S. Lewis), e por esse motivo o filme me tocou tanto. Amar alguém pelo que esse alguém simplesmente é me parece ser a forma mais pura, mais sincera de amar, e, para mim, a essência do filme é essa. Achei simplesmente incrível que o diretor tenha sido capaz de criar um relacionamento assim e fazê-lo perfeitamente “crível”, ainda que a natureza desse relacionamento seja tão surreal (pelo menos ainda, certo?).

Enfim, se você é uma pessoa sensível, recomendo fortemente que você assista esse filme e seja absorvido por essa história fascinante, justamente por ser improvável. Agora, se você achou esse post uma grande besteira, melhor ir ver um filme do Stallone, que assim você aproveita melhor o seu tempo.

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Um comentário sobre “Her

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